História
Além de já ter usado o Linux em um pendrive com o DSL, que é uma das distros que melhor se adaptam ao estilo, é fácil hoje instalar outras distros semelhantes, como o Slax, o SliTaz (muito bom) e o TinyCore(abandonei o DSL por este), com seus 10MBs.
A boa noticia é que hoje é bem mais fácil rodar um linux a partir de um pendrive, temos o projeto pendrive linux, com vários distros preparadas para tal, e o unetbootin para configurar e “bootar” qualquer ISO a partir de um pendrive.
Parti então para as distros completas: Ubuntu e Debian. O Ubuntu eu não gosto, acho um desktop muito fraco. O Debian iniciei com o projeto do Debian Live, oficial, mas este se baseia na versão estável, então está muito antigo nos pacotes. Mas como o debian é o debian era possível reconstruir o Debian live em qualquer versão, com o Debian Live Helper, mas também dava muito trabalho e demorava muito.
Foi ai que pensei em ficar com as minimalistas, entre o TinyCore e o SliTaz. Não fiquei com o SliTaz por que me parecia pacotes muito antigos, em especial o kernel, já o TinyCore eu fiquei com preguiça mesmo, afinal ainda seria muito parecido com o DSL.
Ai eu esbarrei no Elive. Na verdade já paquerava o Enlightenment tem um bom tempo, mas E16 não é tão interessante, e o E17 envolvia muitas gambiarras, e as versão “fáceis” de instalar não estavam muito legais.
Uma boa opção me pareceu usar o Elive, baseado no debian, que já vem configurado com tudo de bom e melhor do Enlightenment de desenvolvimento, por isso resolvi testa-lo.
Como fazer

Primeiro instale o Unetbootin, que está presente na maioria das distribuições modernas:
# aptitude install unetbootin
Executando-o como root, o unetbootin já existem diversas distros prontas, ele mesmo se encarrega de baixar a ISO configurar o pendrive e torná-lo bootável com o syslinux.
Você pode também fazer o Download da ISO do ELive você mesmo(eu fiz assim), e seleciona-la no unetbootin, e então é só seguir e iniciar o processo, não tem mistério nenhum.
O passo seguinte, após o unetbootin dizer que terminou, é configurar um arquivo para que o Elive salve as alterações. Você precisa primeiro criar um arquivo para ser a “partição” da persistencia:
# dd if=/dev/zero of=elive-rw bs=1M count=1024
O valor do count diz o tamanho do arquivo em megabytes, veja quanto resta no pendrive e quanto você quer usar, no exemplo vai ter 1GB (mais ou menos).
Em seguida formate-o como ext3, apenas confirme:
# mkfs.ext3 elive-rw
Agora pode copiar o arquivo elive-rw para a raiz do pendrive, e editar o arquivo de boot “syslinux.cfg” nessa mesma raiz. No linha append da entrada padrão adcione “persistent=elive-rw” e salve.
Basta desmontar o pendrive e rebootar o computador com a BIOS configurada para carregar apartir do pendrive e curtir no ambiente. Trate-o como um netbook, pois o espaço é pouco.
Um detalhe importante, que me atrapalhou a testar o elive antes, é que ele não roda no Qemu(e KVM) por algum motivo, mas funciona no VirtualBox e VMWare, eu acredito.
Agora posso carregar meu lindo ambiente de programação para todo canto, combinado com controle de versão, e impressionar todo mundo com como o linux pode ser bonito :D
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